
A revelação foi feita esta segunda-feira, 29, pela presidente da Comissão da Carteira e Ética, durante o Seminário de Capacitação sobre Empoderamento Feminino e Participação nos Espaços de Decisão, organizado pelo Fórum de Mulheres Jornalistas para a Igualdade de Género, em Luanda.
Luísa Rogério, que falava na abertura do evento, declarou ser importante que os jornalistas saibam o que é o empoderamento feminino, defendendo tratar-se de um processo em que as mulheres assumem o controlo das próprias vidas, fortalecendo a autoestima, autonomia e a participação em toda a esfera da sociedade.
A jornalista, que também foi prelectora no evento, afirmou que o empoderamento feminino visa combater a desigualdades e assimetrias do géneros, garantindo a igualdade de oportunidade e respeito pelas mulheres.
“Apesar de haver uma aproximação entre o número de mulheres e homens jornalistas, pois dos cerca de 3 mil jornalistas registados com a carteira e ética, apenas cerca de 700 são mulheres”, frisou a profissional, sustentando que tal realidade contrapõe o que se verifica nas universidades, onde se tem constatado mais mulheres do que homens a estudar.
Sobre a realidade do Jornal de Angola, Luísa Rogério confirmou haver mais mulheres na editoria de sociedade e já conta com duas jornalistas a assumirem a posição de editora.
Luísa Rogério referiu ainda que apesar dos números serem animadores para algumas redacções e academias, ainda constata-se a ausência considerável de mulheres no top da liderança dos órgãos de comunicação social angolano. “Não existem nenhuma PCA, mas existe uma directora que é a mais antiga, a da LAC”, disse, acrescentando que a situação que se regista, embora tenha reconhecido os avanços na Assembleia Nacional e na Magistratura Judicial, representa o reflexo do país.

































