
Os familiares alegam que a iniciativa de se fazer um enrterrro no mesmo local em que foi assassinado revela uma falta de consideração e respeito à memória do líder, à família e de todos os seguidores.
A família do antigo líder revolucionário do Burkina Faso, Thomas Sankara, anunciou que não participará na reinumação dos restos mortais do ícone do pan-africanismo, marcado para quinta-feira, 23.
De acordo com uma fonte citada pela Lusa, a família de Sankara, assassinado após um golpe de Estado, em 1987, negou-se a participar da reinumação por não concordar que o mesmo seja enterrado no local em que foi assassinado, considerando ser uma “segunda morte”.
“A família não estará presente no funeral e não será representada por ninguém. Qualquer pessoa que assista à cerimónia e pretenda agir em nome da família não estará mandatada para tal”, lê-se na declaração que a Lusa teve acesso.
O governo burkinabe anunciou recentemente que os restos mortas de Thomas Sankara, líder fundador do país, seFria reinumado no Memorial com o seu nome, local em que o ex-governante foi morto.