O governo, através do Ministério da Cultura, deseja obter o reconhecimento da UNESCO para uma das mais importantes expressões da identidade cultural.
Com o objectivo de reforçar o reconhecimento internacional de uma das mais emblemáticas manifestações culturais do país, o nosso país lançou oficialmente, esta sexta-feira, 19, em Luanda, a candidatura do Semba à lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.
De acordo com a ANGOP, o anúncio foi feito pelo ministro da Cultura, Filipe Zau, durante uma cerimónia realizada sob o lema “Semba: ritmo de Angola, encanto do mundo”, que marcou o arranque da campanha nacional de mobilização em torno da candidatura.
A proposta resulta de um esforço conjunto entre o Executivo e diversos actores da sociedade civil, com o objectivo de valorizar o Semba enquanto património cultural, musical e identitário do povo angolano.
Na ocasião, Filipe Zau destacou a importância histórica e simbólica do género musical, sublinhando que, caso a candidatura seja aprovada, será a primeira expressão musical angolana a alcançar o reconhecimento da UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.
O governante informou que a candidatura será apreciada em Novembro deste ano durante a reunião do Comité Intergovernamental da UNESCO, a decorrer na República Popular da China.
Durante o seu discurso, o ministro recordou o papel desempenhado pela música angolana no processo de consciencialização nacional e na luta pela independência, destacando igualmente a contribuição do histórico Conjunto Ngola Ritmos e de Liceu Vieira Dias, amplamente reconhecido como o “Pai do Semba”.
Filipe Zau apelou ainda à união dos artistas e agentes culturais em torno da valorização do género musical, defendendo uma postura de complementaridade entre os diversos estilos e expressões artísticas.
“O céu fica mais lindo quando vemos muitas estrelas a brilhar”, afirmou o responsável governamental, sustentando que actualmente, Angola conta com dois elementos inscritos nas listas da UNESCO: a Cidade Histórica de Mbanza Kongo, reconhecida em 2017 como Património Mundial Material, e o Sona, inscrito em 2023 como Património Cultural Imaterial da Humanidade.
A candidatura do Semba representa mais um passo na estratégia nacional de preservação, valorização e promoção do património cultural angolano, reforçando o reconhecimento internacional das tradições que moldam a identidade do país.
Para especialistas e agentes culturais, o eventual reconhecimento do Semba pela UNESCO constituirá um marco histórico para a cultura nacional, contribuindo para a preservação da memória colectiva e para a projecção de Angola no panorama cultural mundial.



































