Durante a abertura da quinta edição do certame, o governante enalteceu o compromisso da Catoca com a preservação do património cultural angolano.
O governador da província do Moxico afirmou, este Sábado, 27, na cidade do Luena, que o Festival Ngeya se consolidou como uma das mais importantes plataformas de valorização, promoção e preservação da identidade cultural da região Leste de Angola, defendendo que a cultura deve continuar a ser um dos pilares do desenvolvimento humano e da coesão nacional.
Ao intervir na cerimónia de abertura da quinta edição do Festival Ngeya, Ernesto Muangala manifestou satisfação pela província que dirige acolher mais uma edição do evento, que reúne grupos culturais provenientes do Moxico, Moxico Leste, Lunda Norte e Lunda Sul, reforçando os laços históricos, linguísticos e culturais entre os povos da região.
Ao longo da sua intervenção, o governante destacou o papel da Sociedade Mineira de Catoca na promoção da cultura angolana, considerando que o Festival Ngeya representa um exemplo de responsabilidade social corporativa que ultrapassa o investimento económico para se afirmar como um compromisso efectivo com a preservação do património cultural nacional.
“O Festival Ngeya constitui uma verdadeira plataforma de preservação, promoção e valorização do património cultural dos povos do Leste de Angola”, sublinhou Ernesto Muangala, lembrando igualmente que a região Leste possui uma riqueza cultural construída ao longo de séculos, traduzida nas danças tradicionais, na música, no artesanato, na gastronomia, nas línguas nacionais, nas expressões orais e nos costumes ancestrais, elementos que, segundo afirmou, devem ser preservados e transmitidos às futuras gerações.
Para o responsável, o festival assume um papel que vai muito além da dimensão artística, funcionando como um espaço de reencontro das comunidades, celebração da diversidade cultural e fortalecimento da identidade colectiva.
Num contexto marcado por profundas transformações sociais, económicas e tecnológicas, defendeu que preservar a cultura significa preservar a própria história do povo angolano.
“Um povo que conhece, respeita e valoriza a sua identidade possui maiores condições para construir um futuro sustentável, assente na confiança, na dignidade e na valorização da sua própria história”, afirmou.
Ernesto Muangala apelou igualmente ao envolvimento da juventude na preservação das tradições, defendendo que os jovens devem assumir um papel activo na continuidade dos saberes ancestrais e das manifestações culturais que caracterizam os povos da região.
Segundo o político, a cultura constitui também um instrumento de educação, inclusão social, desenvolvimento económico e afirmação da identidade nacional.
Durante a sua intervenção, destacou ainda que a realização do Festival Ngeya representa uma oportunidade para reforçar a integração entre as províncias do Leste, incentivar o intercâmbio cultural e promover o potencial turístico, artístico e económico da região.
Promovido pela Sociedade Mineira de Catoca, o Festival Ngeya reúne 14 grupos de música e dança tradicional Leste, além de actividades académicas, gastronómicas, artísticas e culturais, consolidando-se como um dos mais relevantes eventos de promoção do património cultural angolano.


































