Bonga divulga fotografia inédita na Jamba

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Visita de campo do músico Bonga na Jamba, em 1986. Foto: DR
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O artista que celebrou os 50 anos de carreira com dois concertos nos dias 19 e 20 de Novembro último, teve a sua música proibida de tocar nos órgãos de comunicação social pública como retaliação da simpatia à UNITA de Jonas Savimbi.

O cantor angolano Barceló de Carvalho “Bonga” divulgou nesta quinta-feira, 2, uma fotografia da sua histórica visita de campo na Jamba, campo de concentração dos antigos militares da União nacional para Independência Total de Angola – UNITA, liderada por Jonas Savimbi.

“Jamba, 1986, com vários visitantes numa das visitas do cantor Bonga”, escreveu o artista.

Numa ronda aos comentários dos internautas, conseguiu-se perceber a diversidade de opiniões em torno desta acção do artista que divulgou uma imagem que remonta os 35 anos de existência.

Para Dome Arsénio, esta imagem representa a história e memórias que só ela pode contar. “Eu acredito que a fotografia não tem só o poder terapêutico, pois é também por si só uma máquina para viajar no temp.”, escreveu.

Por sua vez, Lu Kas, igualmente seguidor do artista angolano que reside na diáspora, entende que o facto do artista ter se aproximado à UNITA terá sido o motivo da retaliação do governo angolano. “Foi por motivos iguais a estes que o regime te vê como inimigo. Que linda foto! Nosso artista Bonga em terras do conhecimento (Jamba), aquela zona foi um pequeno Estado, onde o foco principal era formar o homem p’ra amanhã servir a Sociedade. Eternos agradecimentos ao nosso grande mestre e marchal, o Dr. Jonas Malheiro Savimbi.”, frisou o internauta.

Quem teceu igualmente os seus comentários foi o Serafim Velas, que considerou a divulgação da fotografia como tendo um objectivo de agradecer aos que partiram em combate ideológico e lembrar aos que estão ainda vivos. “Obrigado aos que partiram e quanto aos que se encontram connosco uma recomendação histórica”, rematou.

Segundo Carlos António, Bonga foi o único artista que entrou e saiu vivo da Jamba. “Era o único que foi à Jamba, saiu e veio a Luanda, indo para Portugal. Já entendi porque a partir deste ano, estava proibido ouvir e dançar as músicas do kota Bonga.”, disse.

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