Joy Artur enaltece papel da canção revulocionária para a Independência

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Joy Artur é um músico angolano que mobilizada a juventude a lutar contra o colono português com as músicas. Foto: DR
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O artista abordou a necessidade que a música teve para preparar a sociedade na Luta de Libertação Nacional.

Culminando com a Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975, o músico Joy Artur sublinhou no último domingo, 22, em Luanda, o papel desenvolvido pela canção política na altura da mobilização das populações.

De acordo com o Jornal de Angola, o músico disse que o País vive também um ambiente de estabilidade política, por causa do contributo da classe artística. “A propósito do contributo da canção política para a conquista da Independência, o País vive hoje um clima de paz e estabilidade política, graças ao contributo da classe artística, sobretudo, da música com mensagens em línguas nacionais.

O Joy Artur disse que as músicas, que despertava e mobilizava a Juventude para a Luta, relatavam os momentos de tortura e atrocidades cometido pelo Regime Colonial Português. “Os jovens cantores, hoje, estão a dar continuidade àquilo que fizemos há anos e com as composições, estão a tornar o País num lugar melhor para todos”.

Quanto às polémicas do reconhecimento da sociedade e do Estado à classe artística, sobretudo, os músicos de intervenção política, o artista se pronunciou nos seguintes termos: “Não gosto muito de falar sobre o assunto. Numa revolução, nem todos são reconhecidos. A vida é mesmo assim, gostaríamos que fosse diferente, mas o importante é que os objectivos pelos quais lutamos, foram alcançados com a conquista da Independência”, observou.

Henrique Lima Artur, conhecido nas lides artísticas por  Joy Artur, é um dos mais refinados cantores e compositores da música angolana.

Nascido em Luanda, iniciou a sua carreira na década 1960. Integrou um grupo de jovens que fundou o agrupamento musical Kissanguela, uma componente importante no contexto da canção política até finais dos anos 1970.

Do repertório constam mais de 14 músicas gravadas, espalhadas por cinco singles, um LP (Long Play) e um CD, denominado  “Nga Vutuka”.  Uma outra nota de realce da sua carreira prende-se com a sua passagem pelo agrupamento Semba Tropical, com que gravou em Londres alguns temas, e ainda nos grupos os Maringas e Os Rios.

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