Sociedade reage à morte do “Estado Maior do Kuduro”

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Nagrelha é o nome artístico de Gelson Caio Manuel Mendes, de 36 anos, natural do Sambizanga, em Luanda. Foto: DR
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Depois da morte do emblemático artista angolano, ocorrida na última semana, em Luanda, várias individualidades manifestaram a sua consternação publicamente. Para além do porta-voz das famílias, artistas que se encontram na diáspora não ficaram em silêncio.

Em representação dos familiares do artista e da viúva Weza, o agente do artista “Ti Perigo” declarou não haver qualquer conflito entre os familiares do casal, conforme informações que circulam nas redes sociais.

“É rixa do Facebook ou meme. Não está a acontecer nada do que se publica, pois quem desejar obter a informação correcta, deve comparecer até ao Estádio da Cidadela na terça-feira”, explicou o colega Bruno King dos Lambas, em entrevista exclusiva à TV Zimbo.

Kanguimbu Ananaz, madrinha que contribuiu para a socialização do artista descreveu Nagrelha como um homem de família e um grande sociólogo, referindo-se ao tema provou e gostou. “É um tema que ficou na boca de muitos. Foi um homem de família, sempre cuidadoso com os seus próximos. Nagrelha estava a investir na formação de dois sobrinhos. Um que já está no segundo ano de Direito e a outra entrou agora para Faculdade”, frisou.

Quem não se manteve em silêncio foi o seu colega e amigo Puto Prata, revelando o projecto de CD que estava em carteira para ambos kuduristas. “Como ficam os sobrinhos. Não me conformo e só agora processei a informação. Não está fácil porque há cinco anos, num dia como hoje, perdi a minha mãe”, lamentou.

Para Don Kikas, que encontra-se a residir na europa, o Nagrelha representa tanta coisa. “Não é apenas uma estrela da música. É um símbolo do povo, a vitória do guetho”, rematou na sua página oficial do Facebook.

No seu estilo peculiar, o músico e compositor Dog Murras escreveu: “Morrer é daqui para ali. Uns vão de comboio e outros vão à garfo. Outros pensam que não vão. Mas na realidade, cada um de nós tem dia dele e nessa selva, estamos todos de passagem.”

Por Pedro José.

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