Num tempo em que muitas empresas limitam a sua responsabilidade social a ações pontuais de solidariedade, a Sociedade Mineira de Catoca demonstra que é possível ir mais longe. A realização do Festival Ngeya é um exemplo claro de que investir na cultura também é investir nas pessoas, na história e no futuro de Angola.
Ao promover um festival dedicado à música, à dança e às expressões tradicionais, a Catoca reafirma o seu compromisso com a valorização das raízes culturais angolanas. Trata-se de uma iniciativa que ultrapassa o simples entretenimento. O Festival Ngeya torna-se um espaço de preservação da memória coletiva, de transmissão de conhecimentos entre gerações e de afirmação da identidade nacional.
Num mundo cada vez mais influenciado pela globalização, preservar as tradições deixou de ser apenas uma questão cultural; tornou-se uma necessidade. Os ritmos, as danças, os idiomas, os trajes e os costumes dos nossos povos constituem um património que merece ser protegido e celebrado. O Festival Ngeya cumpre exatamente esse papel, mostrando que o desenvolvimento económico pode caminhar lado a lado com a valorização da cultura.
A iniciativa também representa uma importante oportunidade para artistas, grupos culturais e jovens talentos mostrarem o seu trabalho, contribuindo para a dinamização da economia criativa e para o fortalecimento do turismo cultural, especialmente na província do Moxico.
É importante reconhecer que empresas com a dimensão do Catoca possuem um papel relevante no desenvolvimento das comunidades onde operam. Quando esse investimento chega à educação, à saúde, ao ambiente e, igualmente, à cultura, os benefícios tornam-se duradouros e alcançam toda a sociedade.
O Festival Ngeya merece, por isso, ser enaltecido e servir de inspiração para outras empresas. Angola precisa de mais iniciativas que celebrem aquilo que nos distingue como povo: a riqueza da nossa diversidade cultural, o orgulho das nossas tradições e o talento dos nossos artistas.
A Sociedade Mineira de Catoca demonstra, através deste projeto, que a responsabilidade social também se constrói preservando a alma de um povo. E um povo que conhece, respeita e valoriza as suas raízes está sempre mais preparado para construir um futuro sólido, inclusivo e verdadeiramente sustentável.
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José Casimiro “Zé Toy” é jornalista.


































