Fernando Alvim distinguido com Prémio Nacional de Cultura e Artes

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Fernando Alvim é arquitecto, músico, curador e artista plástico angolano. Foto: DR
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O artista plástico, curador e promotor de eventos Fernando Alvim foi distinguido com o maior prémio cultural do país pela longa carreira, esta segunda-feira, 31, numa das salas de reuniões do Ministério da Cultura e Turismo, no Talatona,  em Luanda.

De acordo com a presidente do júri do Prémio Nacional de Cultura e Artes 2022, Maria José Faria Ramos, coadjuvada pelo director Nacional da Cultura, Euclides da Lomba, este reconhecimento surge pelo facto do artista ter sido “instrumental na emergência de jovens artistas após 2002 e, em particular com os projectos da Trienal de Luanda, durante os anos que precederam a sua primeira edição, em 2007”.

Os criadores angolanos distinguidos pelo trabalho feito em prol das artes e da cultura nacional ao longo dos anos, recebem os prémios numa cerimónia oficial, a ser realizada no dia 10 deste mês, às 19h00, no Hotel Epic Sana, em Luanda.

Em 2003, o então vice-ministro da Cultura, o arquitecto e músico André Mingas, nomeou o artista plástico e curador, Fernando Alvim, para a concepção e realização de um projecto cultural para o País, que se designou Trienal de Luanda.

Fernando Alvim é arquitecto, músico, pintor curador angolano que inaugurou a sua primeira exposição de desenho aos 17 anos, na Avenida Lenine, em Luanda.

Anos mais tarde, ficou decepcionado profissionalmente quando viu a sua exposição a ser interditada por questões políticas, o que motivou a abandonar o país sumando para a Bélgica e inaugurou o Camuflage, o seu primeiro centro de arte africana contemporânea.

Quando regressou ao país, Alvim trabalhou com pintura, vídeo, instalação e mixed media, através do destaque da pintura nos anos 80 do século XX, reflectindo a influência de escritores como Luandino Vieira e Uanhenga Xitu, na forma como incorporou o texto no seu trabalho e o utilizou como uma marca da vida urbana de Luanda.

O curador desenvolveu ainda um importante corpo de trabalho a meio da guerra civil em Angola (1997 e 2001), através do projecto “Memórias Íntimas Marcas”, que reflectiu as sequelas do conflito armado na nossa sociedade e nos indivíduos.

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