Carla Alves retrata suas vivências e sentimentos em livro

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Carlas Alves é uma autora que está a lançar o seu primeiro livro em Luanda. Foto: DR
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Galeria Talatona Art vai acolher na próxima sexta-feira, 27, o acto de lançamento da primeira obra literária da autora angolana Carla Alves, em Luanda.

Com o prefácio de Gizela de Brito, o livro “Sozinha”, de 79 páginas, foi escrito em Angola e Portugal durante mais de quatro décadas da sua adolescência até os 61 anos de vida, sendo editado pela editora portuguesa Caneta de Estilo.

“Como tema entendo a poesia. Porque é  nela, poesia, que me encontro e expresso a vida. Fiz apenas uma pequena compilação de 57 poemas”, explicou Carla Alves, falando em exclusivo ao Marimba Selutu, acrescentando que apenas está a lançar este ano por motivos pessoais e por ter aguardado o seu regresso em Angola, sua terra natal.

Carla Alves afirmou também que decidiu voltar às suas raízes e embarca para Luanda, em 2009, onde com alguns interregnos causados por questões de saúde, se mantém até hoje. “O meu sonho é poder, de alguma forma, contribuir para a Paz e Prosperidade do meu País”, frisou.

De acordo com a prefaciadora Gizela de Brito, “Sozinha” reflecte o universo e abre-nos uma janela para a intimidade pontilhada de solidão e dor.

Nascida em Maio de 1961, no Huambo, Angola, Carla Alves é filha de pai angolano, J. Armando Duarte Alves e de mãe portuguesa, Elvira F. Martins que passou a sua infância entre o Moxico, Huambo e Cubal, províncias e município de Angola.

Enquanto o pai trabalhava para o Caminho de Ferro de Benguela, Carla Alves frequentava os estudos primários nestas localidades e a 4ª classe no Cuemba, Bié.

A sua vida sofre uma mudança radical aos 9/10 anos de idade, quando deslocou-se para a cidade do Huambo e iniciou os estudos no antigo Liceu Norton de Matos, local onde navega para o autoconhecimento, conhece novos amigos e desperta uma vida diferente e própria com o gosto pelas artes de escrever e cantar.

A revolução portuguesa de 1974 e a independência das ex-colónias acontecem de forma subsequentes, o que levou a autora a rumar sozinha para Lisboa, em 1975.

A autora apresentou revelou que o ano de 1985 é um marco importante na sua vida, porque nasceu o seu filho André e 13 anos depois conhece o seu marido, Carlos Santos, com quem vive até os dias de hoje.

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