UNITA reconhece empenho de músicos na marca da cidadania

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Activista e músico Hitler Samussuku na marcha por eleições livres e justas. Foto: DR
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A  União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) manifestou nesta terça-feira, 14, o seu reconhecimento aos artistas, políticos, activistas e demais cidadãos que participaram da marcha por eleições livres, justas e transparentes, ocorrida no último sábado, 11, em Luanda.

Em nota de imprensa que a redacção do Portal Marimba Selutu teve acesso, a maior força política da oposição refere que a forma pacifica e ordeira dos participantes apresenta-se como “prova de elevado patriotismo, de consciência democrática e de vontade de mudança através da alternância do poder politico”.

“O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política agradece o empenho de todos e de cada um dos membros e dirigentes dos Partidos, Bloco Democrático e PRS, do Projeto Político PRA JA SERVIR ANGOLA, das Associações da Sociedade Civil, MEA, UPA, os Activistas Cívicos e Músicos, do Movimento Revolucionário e dos quadros da UNITA”, lê-se na nota, que reconhece também a conduta republicana o profissionalismo e o patriotismo dos efectivos da Polícia Nacional destacado para acompanhar e assegurar a ordem e a tranquilidade pública durante marcha.

O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política augura que tal postura sirva de exemplo entre os efectivos da Polícia Nacional e reiterou o seu compromisso de cooperar para a manutenção da segurança e da ordem publicas para a consolidação do Estado de Direito e Democrático.

Em relação aos jovens que impediram a cobertura jornalística da equipa da Televisão Pública de Angola (TPA), a UNITA, através das palavras do seu presidente Adalberto Costa Júnior condena a atitude e apela ao respeito às leis e ao trabalho dos profissionais de comunicação social, que cobrem os actos, levam as imagens e não são os culpados pelo facto dessas imagens não serem depois transmitidas.

“Estes pronunciamentos continuam censurados por aqueles que procuram desviar os propósitos da marcha, bem como impedir a qualquer custo o visionamento da grandiosa adesão popular ao acto”, descreve o comunicado e sustenta que não é da competência dos administradores da TPA determinar a escolha de quem pode ou não ser divulgado na Televisão Pública de Angola.

O comunicado esclarece igualmente às direções da TV Zimbo e da TPA, que “estes dois órgãos estatais de comunicação social não são, de facto, seus concorrentes, por natureza e objecto, à luz da Constituição da República e da lei”.

“Vamos todos escrever os nossos nomes na história como autores e actores da primeira alternância democrática, depois de 46 anos de independência”, rematou.

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