Patrice Lumumba: Tony Nguxi defende funeral com tolerância de 24 horas em África

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Tony N'guxi falou das reais e sensíveis intenções dos autóctones do continente. Foto: Foto: Paulo Oliveira
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O fundador e presidente Fundação Akwafrica, António José Augusto, “Tony N’guxi” defendeu nesta terça-feira, 21, que a União Africana (UA) e outras instituições africanas interessadas deveriam declarar 24 horas de tolerância em todo o continente para o funeral de Patrice Lumumba.

Falando em exclusivo ao Marimba Selutu, o músico afirmou que depois da entrega dos restos mortais deste líder africano, era necessário que o seu funeral deveria ser transmitido em direito por todas as cadeias televisivas dos Estados Membros da UA.

“Esta acção é para que se marque alto e significantemente, nas novas gerações de África, Europa, Ásia e América, como um povo não se destrói matando os seus profetas e líderes”, frisou o também pesquisador cultural angolano.

Tony Nguxi adiantou igualmente que estamos diante do momento de se reforçar o aprofundamento sobre a elevação espiritual dos heróicos antepassados nas várias segmentações das gerações que fundaram o pilar da humanidade. “Refiro-me às construções das pirâmides do Egipto, as Muralhas da Espanha, Barcelona, a antiga China e Índia, até mesmo às Caraíbas ancestrais e Brasil, passando pela geração de N’gola Kilwanji Kya Samba até à Patrice Lumumba”, explicou artista que tem lançado várias pesquisas culturais sobre Angola e a SADC em documentários.

VERDADE MINADA

Questionado sobre a sua posição em relação ao facto do governo da Bélgica ter restituído nesta segunda-feira, 20, os restos mortais aos familiares do nacionalista congolês Patrice Lumumba (um dente), o mentor do Projecto Weza Angola declarou que a história de África está tão minada, que hoje vemos elogios entregues a assassinos enquanto condenam-se os verdadeiros heróis fazedores da igualdade humana.

“A história da Libertação de África, o papel de ícones como o Julius Nyerere, passa despercebida, enquanto diabolizam Robert Mugabe com actos elaborados pelos mesmos malfeitores do nazismo, apartheid, holocaustos e hoje vivem escondidos na ‘Democracia’ cínica que esconde a integridade e o Direito cultural de povos no mundo”, esclareceu o artista, acrescentando que sem o derrube de Patrice Lumumba, o povo do Kongo teria outro rumo económico e sociocultural.

O também produtor questiona: que condenação merecem os fazedores deste desvio cruel à famílias pelo mundo?

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