“Cristóvão Kajibanga tinha perfil para Ministro da Cultura”, afirma Irina Vasconcelos

0
262
Irina Vasconcelos lamenta morte de uma das referências da Cultura do País. Foto: DR
- Publicidade -

Estas declarações foram feitas nesta quarta-feira, 29, pela cantora e compositora angolana Irina Vasconcelos, que pediu um minuto de silêncio pela morte do director da Cultura de Benguela, Cristóvão Kajibanga.

“Foi com muita tristeza que tive conhecimento da morte do Dr. Cristóvão Kajibanga na madrugada de ontem, 28. E acabo de confirmar com uma matéria do Portal Marimba Selutu e por meio do meu amigo Edson Renato”, frisou a cantora, acrescentando ser uma perda dolorosa para Cultura.

Falando em exclusivo ao Portal Marimba Selutu, a considerada rainha do rock em Angola disse que Kajibanga também teve um papel preponderante na expansão do movimento rastafári e do teatro em Angola. “É um senhor que poderia ter sido ministro nacional da Cultura para mostrar os seus anos de experiências. Se não fosse o Dr. Kajibanga eu não teria feito o Etimba Fest e o Isaac dos Anjos foram as pessoas que mostraram e permitiram fazer as minhas acções culturais em Benguela”, reconheceu a artista.

Irina Vasconcelos entende que os angolanos em geral e os artistas em particular devem homenageá-lo. “Quero que tiremos um minuto do nosso tempo para orarmos porque temos de ver as coisas e cuidarmos uns dos outros, pois eu não estava nada preparada. Era um senhor que estava com uma idade boa e para viver ainda muito, mas morreu nos nossos hospitais! Os meus profundos sentimentos de pesar”, rematou.

Irina Vasconcelos nasceu num ambiente cultural, formou-se no Instituto Médio Industrial de Luanda em 2002 e viveu um período de cerca de sete anos em Portugal, o que determinou a formação do seu percurso musical e personalidade. Após regressar ao país, integra a banda “Question Mark” que depois passa a ser “Café Negro”. Com o disco “Safra” de 2012, Irina conquista o prémio de “Melhor Banda”.

Trabalhou igualmente com a Fundação Sindika Dokolo em projectos como “Kianda Soul”, na VIIª Bienal de São Tomé e Príncipe, em 2013 e 2014, dentre outras parcerias, cantando igualmente no evento “Kaluanda Fest” realizado no dia 31 de Janeiro.

A III Trienal de Luanda foi um evento concorrido desde o dia 31 de Dezembro de 2015 a 31 de Agosto de 2017, organizado pela Fundação Sindika Dokolo, no Palácio de Ferro, em Luanda.

Deixe o seu comentário
Artigo anteriorMinistro lamenta morte do director da Cultura de Benguela
Próximo artigo“Com a eleição, pretendemos anular as práticas de descriminação”, Ermelinda Milena da Costa

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui