Escritor angolano considera “africanos como povos mais ‘atrasados’”

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Félix Miranda é um jornalista e escritor angolano. Foto: DR
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Estas declarações constam do livro do escritor e jornalista angolano, Félix Miranda, que teceu na última sexta-feira, 22, estas críticas, nas vésperas do lançamento do seu novo livro, a decorrer em Luanda.

Intitulado “Os Mistérios da Humanidade e os Tabus desta África Misteriosa”, a sessão de autógrafo está marcada para a próxima sexta-feira, 28, no Auditório das Irmãs Paulinas, em Luanda.

Falando em exclusivo ao Marimba Selutu, Félix Miranda justificou que escreveu a obra para alertar o povo africano, sobre o seu subdesenvolvimento, comparativamente aos outros povos.


“Os Mistérios da Humanidade e os Tabus desta África” faz uma advertência sobre a urgência dos africanos tomarem consciência de que o continente berço é o último – em termo de desenvolvimento – dos demais continentes. E seus povos, com realce para os negros, são, na realidade prática palpável, os mais “desgraçados e atrasados”, criticou o antigo jornalista do Folha 8, explicando também que a obra traz um retrato da necessidade de se ter uma nova visão e percepção do mundo, em particular da Humanidade, no que toca a sua existência em diferentes estádios.


O jornalista alegou ainda que, decidiu escrever a obra, como manifesto de revolta pela forma “desastrosa” como os governos africanos organizam as suas sociedades.

“Escrevi o livro como manifesto de revolta pessoal, que se verifica, igualmente, a toda gente lúcida. Eu e muitos outros, partimos com alguma vantagem, por termos elementos vivenciais para comparar [realidades ocidentais e africanas]. Eu vivo, em dois mundos, que são diametralmente opostos em quase tudo, isto é, desde a forma de abordagem da realidade de vida pelos cidadãos e a forma desastrosa como os respectivos Estados e governos [africanos] conduzem as suas sociedades.” , reforçou o também político, acrescentando que, os governos africanos não têm defendidos os interesses dos seus povos, que se encontram “enterrados até ao pescoço”.

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