Músico e pesquisador Mário Rui Silva morre aos 71 anos em Lisboa

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O guitarrista, cantor, compositor, professor e investigador Mário Rui Silva, distinguido ao Prémio Nacional de Cultura e Artes de 2022, em Luanda, faleceu na última quinta-feira, 4, vítima de doença, em Lisboa, Portugal.

Com uma longa trajectória, Mário Rui Silva iniciou-se na música aos 9 anos de idade, em 1961, integrando pouco tempo depois o agrupamento musical “Os Jovens”.

Por volta de 1968 abandonou o grupo, dedicando-se à aprendizagem do violão acústico com mais profundidade e tornando-se de forma independente num músico semiprofissional, participando mais tarde – quatro anos depois – como guitarrista no primeiro disco do Bonga, uma obra marcada por temas profundamente nacionalistas e de raiz angolana.

A partir de 1973, começou a cultivar uma profunda amizade com Liceu Vieira Dias, que se tornou no seu “pai espiritual”, sedimentando com esse convívio um sentimento nacionalista marcante.

Com o suporte de Liceu Vieira Dias, essa relação proporcionou também a realização de um importante trabalho de pesquisa e investigação na área do desenvolvimento musical em Angola, culminando com a edição de um CD sobre a música de Angola dos anos 40, denominado “Chants d’Angola pour Demain” (Cantos de Angola para Amanhã), 1994.

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