“Já não olhamos à responsabilidade social como esmola”, afirma Engrácia Soito João

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Esta posição foi defendida no último Sábado, 29, do mês de Junho, pela Directora Geral Adjunta para Área Administrativa da Sociedade Mineira de Catoca, após a exibição dos grupos na 3ª edição do Festival de Música e Dança Regional Leste (NGEYA), ocorrida no Largo 1º de Maio, na cidade de Saurimo, província da Lunda Sul.

Falando à imprensa em nome da organização do Festival Ngeya, Engrácia Soito João referiu que à medida que o evento passa de uma edição para outra, a organização tem tido novas ideias, razão pela qual ficou definido que a 4ª edição irá levar algumas inovações.

“Sabemos que a Lunda Norte está preparada para acolher o evento, assim como acolheu a primeira edição. O que queremos é arrastar a população, para que juntos percebamos a importância de preservar a cultura tchokwé. O Ngeya faz parte da cultura Tchokwé”, afirmou a responsável, destacando o grupo Vindjomba, proveniente da província da Huíla e pediu o aperfeiçoamento dos demais para se continuar a crescer, levar e transmitir aquilo que aprenderam dos mais velhos.

Engrácia Soito João entende que os estrangeiros gostam e estão interessados pela nossa cultura, mas defende que deve ser o próprio angolano – dono da sua cultura – a preservá-la, no sentido de ir além fronteiras com alguma qualidade.

Questionada se Catoca está a pensar na vertente de investigação científica do festival Ngeya, a porta-voz de Catoca referiu que a realização deste evento foi mesmo a pensar na promoção da investigação da nossa cultura.

“Nós em Catoca temos diferentes culturas, povos e países. Com este evento, conseguimos promover a investigação cultural e científica. Começamos o festival com uma conferência em que se abordou temas relacionados com a nossa cultura”, sustentou Soito João, acrescentando que o festival permitiu aos mais jovens a começarem a pensar na investigação da nossa cultura tchokwé.

A também engenheira e antiga directora de Controlo e Qualidade reforçou que há mais jovens cada vez mais interessados na investigação científica e neste evento percebeu que muitos eram os mais velhos que não sabiam daqueles símbolos apresentados na palestra sobre o sona.

“Nós hoje já não olhamos para a esponsabilidade social como uma esmola. Queremos que a população, especialmente aquela circunvizinha, desenvolva connosco. Estamos a crescer e também queremos que este povo nato da região se desenvolva, mas sem esquecer o que é natural”, referiu Engrácia Soito João, finalizando que Catoca tem recebido várias solicitações de apoio da parte de vários cidadãos para edição e publicação de livros.

A Sociedade Mineira de Catoca é uma empresa angolana de prospecção, exploração, recuperação e comercialização de diamantes, criada por iniciativa do governo angolano para desenvolver o primeiro kimberlito nacional.

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