Agenda 2063 e os desafios estratégicos de Angola – Fernando Guelengue

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Nos últimos 50 anos (1963-2013) a África concentrou o seu colectivo na descolonização, na luta contra o apartheid e na concretização da independência política para o continente.

Apesar disto, o continente africano continua a enfrentar os desafios de variedade de jovens qualificados e habilidosos e um grande número destes sem qualquer instrução básica devido a ausência da efectiva aplicação das políticas públicas.

O fenómeno da corrupção, impunidade, conflitos armados, a fome, a miséria, o desemprego, a arrogância dos políticos são algumas das várias situações candentes que contribui para a fuga de quadros no continente.

Foi a olhar nestes e noutros desafios continentais que a 24ª Assembleia Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, organizada em Adis Abeba, Ethiópia, em Janeiro de 2015, adoptou a implementação imediata a Agenda 2063, convocada a 26 de Maio de 2013 para os próximos 50 anos da Organização da Unidade Africana (fundada a 25 de Maio de 1963).

Após nove anos de Agenda 2063, uma rede de africanos denominada Plataforma Africana Agenda 2063 (PAA2063) foi criada para conectar jovens com a finalidade de trabalharem em prol do desenvolvimento sustentável do continente.

Para as suas acções, conforme um documento reitor desta iniciativa, os africanos decidiram inspirar-se neste documento estratégico da União Africana que deseja um continente desenvolvido economicamente e nas áreas de infraestrutura, educação, ciência, tecnologia, cultura, manutenção da paz e outros.

A ideia principal é todos trabalharmos para termos um continente próspero, integrado com identidade cultural e boa governação, através de um desenvolvimento voltado para as pessoas.

Para se evitar dispersão de forças e focos, os mesmos uniram-se por via da presente iniciativa para trabalharem como actores e promotores da Agenda 2063 e outros projectos e programas das diferentes regiões do continente.

Um projecto desta natureza exige maior envolvimento de todas as forças vidas do continente, nomeadamente governos, organizações da sociedade civil, instituições religiosas, académicos, activistas de direitos humanos, empresários, artistas, estudantes e demais outros com ou sem potencial para o desenvolvimento de África.

Essa dinâmica terá motivado a direcção da PAA2063 a organizar o 1º Fórum Agenda 2063, esta quarta-feira, 21, no auditório das Irmãs Paulinas, em Luanda. Diferente do foco no continente, este evento poderá escrutinar “O Impacto do Plano de Desenvolvimento Nacional 2018 – 2022”, olhando para os sucessos e fracassos dos cinco anos na vida dos angolanos e africanos residentes em Angola.

Tal como a nota de imprensa que o Marimba Selutu – Portal de Notícias Culturais teve acesso, a iniciativa pretende “apontar os maiores desafios que contribuíram para o impedimento da sua efectiva implementação e indicar caminhos para uma melhor planificação das acções para o desenvolvimento sustentável do país”.

Para o cargo de secretário executivo deste projecto, os jovens africanos elegeram o político e empresário angolano Américo Vaz, uma voz activa da sociedade civil desde os movimentos estudantil e político de Angola.

“Vamos procurar perceber melhor as falhas que estiveram na base da não implementação das políticas e contornarmos todas as dificuldades possíveis”, explicou Américo Vaz, sustentando que os principais enfoques de análise serão as políticas de Educação, Ensino Superior, Desenvolvimento dos Recursos Humanos, Saúde, Assistência e Protecção Social, Habitação, Cultura e Desporto.

Dentre as várias formas encontradas para se obter respostas práticas dos problemas que afectam o nosso país e o continente, diz o documento, poderão destacar a análise, discussão e recomendações de iniciativas que congregam todas as forças vivas da Nação.

Com RESILIÊNCIA&FÉ

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