Juliette Laurent defende fortalecimento dos laços culturais entre Angola e França

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Juliette Laurent a ministrar formação a actores angolanos. Foto: DR
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A actriz e docente da Universidade das Artes em França, Juliette Laurent, defendeu, em Luanda, a importância do fortalecimento dos laços culturais entre Angola e França, o que está a permitir ter um melhor domínio da realidade das artes cénicas angolanas.

A pesquisadora disse que a sua estadia no país pela primeira vez, está ser produtiva por permitir aprender as diferenças existentes das duas realidades na montagem dos textos e a incorporação na produção de um espectáculo.

“Trabalhar com os actores angolanos está ser positivo, por permitir mostrar as vantagens do poder do teatro expressivo, na valorização de uma comunicação mais corporal, o que facilita também no diálogo gestual devido as barreiras e limitações linguísticas entre os dois povos”, frisou Juliette Laurent em entrevista ao Jornal de Angola, considerando a capacidade e facilidades de adaptação a realidades diferentes como sendo um dos aspectos positivos no contacto com os actores angolanos.

A actriz francesa destacou que ao longo da formação ministrada aos actores angolanos, está privilegiar as formas de utilização correcta da colocação de um texto e os gestos na produção de um espectáculo de teatro.

Depois de ter ministrado outras oficinas no Congo Brazzaville, Camarões e Guiné Equatorial, a também professora declarou existir uma realidade muito dinâmica do teatro praticado em Angola, em particular, e em África, em geral, com actor de excelentes capacidades de interpretação.

No seu país, por exemplo, notou que os actores são mais dependentes de projectos já existentes para os ajudar a impulsionar as carreiras, contrariamente a realidade angolana, onde muitos directores artísticos também são actores, o que torna a produção artística mais diversificada.

Juliette Laurent defendeu a importância do surgimento de mais ateliers no país para ajudar a impulsionar as artes cénicas, porque existe vontade e talentos entre os angolanos. “O movimento cultural no país é bastante activo, precisando somente melhorar os apoios prestados às artes. Está a ser uma experiência formidável embora o tempo seja muito curto para aprofundar mais sobre a realidade cultural angolana”, rematou.

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