Angola desiste da Bienal de Arte de Veneza

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Angola desiste da Bienal de Arte de Veneza. Foto: DR
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Por razões de não estarem criadas as condições, garantias desejáveis e de ordem conjuntural, que reedificaram o orçamento, o País não participará neste  importante evento cultural e artístico do mundo deste ano.

O Ministério da Cultura (Minicult) anunciou, na terça-feira, 29, ter desistido de participar na 58ª edição da Exposição Internacional de Arte “Bienal de Veneza 2019”, em Itália, justificando que “não foram reunidas” as condições e garantias desejáveis.

“O Ministério da Cultura vem por este meio informar que, apesar de ter manifestado o seu interesse em participar na 58ª edição da Exposição Internacional de Arte – Bienal de Veneza 2019, em Itália, ‘não foram reunidas as condições’ e garantias para a participação do país neste evento”, lê-se no comunicado do ministério, publicado pelo Jornal de Angola.

De acordo com  o Minicult, há também “razões de ordem conjuntural” que “ditaram a redefinição dos orçamentos e prioridades para o sector da cultura a nível nacional”. Ainda assim, o ministério tutelado por Carolina Cerqueira reafirma o compromisso de continuar a criar as condições para a participação de Angola em eventos internacionais, “desde que se mantenha salvaguardada a sua boa imagem e o prestígio já granjeado”.

A 58ª Exposição Internacional de Arte de Veneza vai decorrer, este ano, de 11 de Maio a 24 de Novembro, com curadoria do britânico Ralph Rugoff, director da Hayward Gallery, de Londres, e tem como tema “Tempos Interessantes”.

Angola tem participado nas edições da Bienal de Veneza desde 2013, tendo na sua estreia ganho o Leão de Ouro, o maior galardão atribuído ao pavilhão de um país, pelo projecto “Luanda, Cidade Enciclopédica”, com 23 fotografias do artista Edson Chagas.

Na última edição, Angola participou na Bienal Internacional de Arte de Veneza com um projecto do artista António Ole, um dos mais reconhecidos criadores angolanos, cujo percurso artístico é atravessado pela abordagem de temas como a escravatura e o colonialismo.

A Bienal de Veneza é, há mais de um século, o mais importante e prestigiado evento cultural e artístico do mundo e desde a sua fundação tem estado na vanguarda da pesquisa e promoção de novas tendências artísticas.

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