Fraca produção de eventos culturais força grupo de dança folclórica Ungunzu Yetu a reinventar-se

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Ungunzu Yetu é um grupo de dança e um movimento de cultura e artes de Angola. Foto: DR
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Esta informação foi tornada pública esta semana pela directora do grupo de dança folclórica Ungunzu Yetu, Ana Salvador, em Luanda.

Em entrevista exclusiva ao Marimba Selutu, a dançarina afirmou que tiveram que se tornar uma empresa de Cultura e Arte para de seguida apresentarem cartas de apresentação às instituições com os diferentes serviços.

“Aos que se interessam entrem em contacto para actuarmos em eventos mais íntimo como casamentos e pedidos de noivado”, frisou a artista angolana.

Um das de contornar a baixa produção de espetáculos culturais, festivais nacionais e até mesmo municipais em que a dança folclórica apresenta-se como foco principal, Ana Salvador disse que o grupo viu-se forçado a reinventar-se com actuações em workshops , inaugurações, palestras, seminários, fóruns, feiras, exposições, casamentos e pedidos de noivado.

Foi nesta linha estratégica que o conjunto foi responsável pelo momento cultural da mesa redonda “Mulher na Indústria Mineira Angolana”, realizada na última quarta-feira, 5, pela empresa angolana Bumbar Mining, no Hotel Diamante, em Luanda.

“O que todo fazedor de arte precisa é de patrocínio, pessoas ou promotores de eventos, para que as apresentações culturais sejam feitas com mais impacto”, referiu a líder do grupo de dança.

Constituído por 12 elementos entre bailarinos, percussionistas e marimbeiros, o conjunto Ungunzu Yetu foi criado em 2014, tendo a sede no município de Kilamba Kiaxi, em Luanda.

Entre os seus objectivos constam o de elevar a cultura angolana através da dança tradicional, usando nas suas apresentações instrumentos folclóricos como o batuque, o djembe, a dikanza e a marimba.

As suas coreografias são elaboradas consoante os estilos de dança como o tchianda, cabecinha, guerreiro, cabungula, kintuene, marimba, muxiluanda, rebita, representação da colheita, sendo o xinguilamento e a jimba estilos popular recreativo os mais característicos.

As criações das indumentárias no estilo folclore são feitas por eles, sendo as composições maioritariamente em Kimbundu, Kikongo 09e Lingala. “Antes de se criar as indumentárias devemos fazer uma pesquisa, seguido de uma montagem da mesma para termos uma boa apresentação”, referiu.

“A jimba é uma dança do ícone Bengo e, normalmente, é dançada com um parceiro ou mesmo sozinha. Mas quando dançada ao som de um bom intérprete é uma maravilha com o uso de panos comprimidos kimones e um lenço na cabeça. O que nos identifica mesmo é a dança folclórica”, finalizou.

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