Activista Sedrick de Carvalho relata factos do processo 15+2 em livro

0
122
Sedrick de Carvalho é um jornalista e escritor angolano. Foto: Divulgação.
- Publicidade -

O jornalista e um dos integrantes do mediático processo político 15+2, Sedrick de Carvalho, vai autografar nesta quarta-feira, 13, em Luanda, o seu segundo livro. “Prisão Política” é o título desta obra que está a ser lançada pela editora Elivulu.

De acordo com a nota de imprensa chegada à redacção do Marimba Selutu, trata-se de um diário de cárcere de um jovem preso político angolano, do processo conhecido como 15+2, que nos revela os bastidores da sua detenção, prisão e julgamento. “O relato começa a 20 de Junho de 2015, na Vila Alice, onde foram detidos. Os jovens foram violentamente presos por uma força especial de intervenção chefiada pelo Serviço de Investigação Criminal e, mais tarde, assistiram a um bizarro julgamento no qual foram acusados de terrorismo e tentativa de golpe de Estado”, lê-se no documento, sustentando que os mesmos, os activistas, sofreram uma prisão prolongada até 29 de Junho de 2016, data em que foram libertados.

A apresentação do livro será feita pelo escritor e jornalista angolano Sousa Jamba, com a intervenção dos membros do processo 15+2 e a moderação da engenheira e professora Ariane Lusadisu Nhany.

Nascido em Luanda, capital de Angola, Sedrick de Carvalho tem formação em Direito, é activista e jornalista. É um dos presos político condenado pelo regime angolano a quatro anos e seis meses no «Processo 15+2» (2015-2016), sob acusação de actos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores.

Autor do livro Cabinda – Um território em disputa (Guerra & Paz, Lisboa, 2018) e Prisão Política (Perfil Criativo e Elivulu Editora, 2021).

Foi professor do ensino básico em Luanda e associado da Transparência e Integridade – Associação Cívica (TI-AC), tendo trabalhado para os jornais Folha 8, Novo Jornal e publicado artigos em jornais portugueses.

Deixe o seu comentário
Artigo anteriorDireitos Culturais debatido em Mesa Redonda
Próximo artigo“Todo projecto social é cultural”, declara Hussien Achi

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui